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Quantas páginas deve ter um currículo?

Publicado em · 4 min de leitura

O seu currículo deve ter uma página se você está começando e no máximo duas se já tem alguns anos de experiência relevante. Mais do que isso quase nunca ajuda, a não ser em pesquisa, saúde ou carreira acadêmica, quando a vaga pede um currículo detalhado, como o Lattes.

Guias públicos dizem o mesmo. O material de currículo do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) indica entre uma e duas páginas. O guia de empregabilidade da Prefeitura de Londrina alerta que achar que mais páginas é melhor é um equívoco e pede objetividade.

O essencial em poucas linhas

  • Começo de carreira ou menos de 5 anos de experiência: uma página.
  • Muita experiência: duas páginas, no máximo.
  • Foto: só se a empresa pedir.
  • CPF, RG e outros números de documento: não coloque.
  • Ordem: da experiência mais recente para a mais antiga.

O tamanho certo para a sua experiência

A sua situação Tamanho O que entra
Estudante ou recém-formado 1 página Formação, estágios, projetos, cursos, idiomas
2 a 5 anos de experiência 1 página Cargos recentes com resultados, habilidades principais
5 a 10 anos 1 ou 2 páginas Segunda página só com experiências relevantes
Mais de 10 anos, liderança 2 páginas Cargos recentes detalhados, antigos resumidos
Pesquisa, academia Conforme a vaga Publicações, projetos, docência

Esses números são uma referência, não uma regra fixa. Se você tem oito anos no mesmo cargo e não tiraria nada da primeira página, duas páginas podem fazer sentido. Se tem vinte anos de carreira mas só os últimos seis importam para a vaga, uma página bem escrita costuma convencer mais.

Por que uma página no começo

A primeira leitura do recrutador é rápida. Com pouca experiência, a segunda página quase sempre se enche de coisas que ninguém sente falta: uma lista longa de programas, um parágrafo de objetivos genérico ou detalhes da escola.

Sinais de que uma página basta:

  • Você teve de um a três empregos, ou principalmente estágios e trabalhos temporários.
  • Na segunda página só entrariam hobbies, referências ou a repetição da primeira.
  • Os seus itens descrevem tarefas ("responsável por...") em vez de resultados.

Quando duas páginas fazem sentido

Duas páginas funcionam quando cada linha acrescenta algo: vários cargos com responsabilidade real, resultados que dá para medir e habilidades que precisam de contexto, como tamanho da equipe, orçamento ou área técnica.

A regra é simples: a primeira página tem que convencer sozinha. Coloque no topo o cargo que você busca, a experiência mais recente e os melhores resultados, e deixe para a segunda página as experiências antigas e os detalhes secundários. Se o recrutador parar de ler no fim da primeira página, ele ainda deve querer chamar você para conversar.

O que os guias públicos recomendam

Além do tamanho, o IFSC e a Prefeitura de Londrina dão orientações práticas:

  • Dados pessoais: nome completo, endereço, telefone e e-mail. O IFSC sugere também o link do LinkedIn, se você tiver.
  • Documentos: o guia de Londrina orienta a não incluir os números dos documentos. O IFSC só recomenda um número de registro quando a profissão exige, como a OAB.
  • Foto: não é necessária. O IFSC diz para não colocar, a menos que a empresa peça.
  • Experiências: da mais recente para a mais antiga, e só as que têm a ver com a vaga.
  • Objetivo: curto e direto, mostrando por que você é um bom candidato.

O que cortar primeiro

  1. Experiências de mais de 10 a 15 anos atrás. Mantenha cargo, empresa e período, e tire o detalhe.
  2. Tarefas sem resultado. "Atendimento ao cliente" diz pouco. "Atendimento a 40 clientes empresariais, renovação de contratos de 70 % para 85 %" merece a linha.
  3. Hobbies sem relação com a vaga. O portal europeu de emprego EURES recomenda incluir interesses só quando têm a ver com o trabalho.
  4. Habilidades repetidas. O que já aparece nas experiências não precisa de mais uma linha.
  5. Frases prontas. Troque "proativo, comunicativo, com vontade de aprender" por um exemplo concreto.

Depois, adapte o que sobrou a cada vaga: destaque o que o anúncio pede e tire o que não combina. Um currículo direcionado quase sempre é mais curto do que um genérico.

Como ganhar espaço sem apertar

Diminuir a fonte é o pior recurso. Prefira:

  • Colocar o período na mesma linha do cargo.
  • Juntar contratos curtos na mesma empresa.
  • Deixar cada resultado em uma linha, duas no máximo.
  • Usar uma coluna só: modelos em duas colunas parecem compactos, mas os sistemas de recrutamento às vezes os leem na ordem errada.
  • Manter margens confortáveis para a página respirar.

Os sistemas de recrutamento leem todas as páginas?

O tamanho é sobretudo uma questão para quem lê. Um sistema de rastreamento de candidatos (ATS) lê o texto do arquivo, e o que costuma dar problema é o layout: tabelas, colunas, caixas de texto e texto dentro de imagens. Para saber como o seu arquivo é lido, use o verificador de currículo ATS grátis (em inglês).

Checklist antes de enviar

  • A primeira página convence sozinha: cargo desejado, melhor resultado recente, habilidades principais.
  • A experiência mais recente primeiro, com resultados e não só tarefas.
  • Nada de mais de 15 anos atrás em detalhe.
  • Uma coluna, fonte legível, margens confortáveis.
  • Em PDF, com um nome claro como nome-sobrenome-curriculo.pdf.
  • Conferido com o anúncio: cada requisito que você atende aparece.
  • No máximo duas páginas.

Como o JobAlert ajuda

Um currículo curto e claro rende mais quando você se candidata cedo, antes que as candidaturas se acumulem. O JobAlert envia por e-mail as novas vagas de páginas de carreira e sites de emprego que combinam com o seu cargo, o seu nível e a sua cidade, para você se candidatar enquanto o anúncio ainda é recente. O cadastro é em inglês.

Perguntas frequentes

Currículo de duas páginas é ruim?

Não, se a sua experiência pedir. O material do IFSC indica entre uma e duas páginas. O problema é a segunda página cheia de informação antiga ou que não tem a ver com a vaga.

Preciso colocar foto no currículo?

Não. O IFSC orienta a não colocar foto, a menos que a empresa peça, e o guia da Prefeitura de Londrina diz que você não precisa se preocupar com isso.

Devo colocar CPF e RG no currículo?

Não. O guia de Londrina orienta a não incluir números de documentos, e o IFSC só recomenda um número de registro quando a profissão exige, como a OAB para advogados.

Quanto mais páginas, mais chances?

Não. O guia da Prefeitura de Londrina chama essa ideia de equívoco e recomenda ser objetivo, sem informações desnecessárias.

Fontes